O Partido Liberal (PL) começa o ano de 2026, último da atual legislatura, como a maior bancada do Senado, com 15 representantes, um a mais do que no início de 2025, e assume a liderança numérica antes ocupada pelo PSD, que agora tem 14 parlamentares. A sigla perdeu uma cadeira em comparação ao ano passado. O PL, por sua vez, ganhou um congressista.
Na terceira posição permanece o MDB, que está com 10 senadores. Completam o grupo das cinco maiores bancadas o PT, com 9 parlamentares, e o PP, com 7.
Arte: Agência Senado
O PL já é o partido com mais representantes na Câmara dos Deputados (87). Na Casa Baixa, no entanto, acaba sendo superado pelo “Blocão” de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB e Podemos, que conta, ao todo, com 276.
A Legislativo é visto como prioridade tanto entre governistas quanto na oposição: no lado do PT, um reequilíbrio das forças no Congresso é visto como vital em caso de vitória de Lula e como ainda mais necessário se o atual presidente perder.
Por isso, o presidente vai liberar cerca de 20 ministros para a disputa das eleições. Leia a lista com os principais ministros que devem deixar o governo e os cargos que pretendem disputar.
Governistas temem que as eleições de 2026 aumentem ainda mais o domínio da direita no Congresso. A avaliação é que a oposição tem mais figuras populares, em especial nas redes sociais, onde a esquerda ainda patina. Por isso, a estratégia será aproveitar os nomes mais conhecidos para garantir cadeiras no Congresso.
A oposição, por sua vez, também cobiça aumentar sua representatividade no Congresso. O Legislativo é visto como a última trincheira da direita, em especial dos bolsonaristas, contra o Executivo e o Judiciário. Em caso de vitória de um candidato de direita na disputa pelo Planalto, a ideia é ter governabilidade sem depender do Centrão.
A estratégia deve ser semelhante à de 2022, considerada exitosa por líderes: candidatos conservadores alinhados ao bolsonarismo como “puxadores de voto” e foco da campanha nas redes sociais. A recente prisão do ex-presidente e a campanha por anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro serão assuntos vitais. Segurança pública, valores religiosos e patriotismo, sucessos de campanhas anteriores, também serão destaque.
A mudança no ranking das bancadas vai além de uma simples troca de posições entre partidos. Essa “dança das cadeiras” reflete uma série de movimentações ao longo do último ano, envolvendo filiações, desfiliações e a posse de suplentes em vagas de titulares.
Entre as alterações ocorridas em 2025 estão a saída de Alan Rick (AC) do União Brasil para o Republicanos e a de Márcio Bittar (AC), que deixou o União Brasil para se filiar ao PL. Já Daniella Ribeiro (PB) migrou do PSD para o PP, enquanto Giordano (SP) se desfiliou do MDB e atualmente está sem partido.
Suplentes
Em outubro, José Lacerda (PSD-MT) assumiu a vaga deixada pela senadora Margareth Buzetti (PP-MT), primeira suplente de Carlos Fávaro, ministro da Agricultura. Lacerda foi eleito como segundo suplente na chapa.
Algumas mudanças, no entanto, não alteraram a composição numérica das bancadas. Em 16 de dezembro, Bruno Bonetti (PL-RJ), suplente do senador Romário (PL-RJ), tomou posse e deve permanecer no cargo até março.
Até o fim do ano, novas alterações devem ocorrer, com entradas e saídas de suplentes e possíveis trocas partidárias — movimento típico de períodos eleitorais. Se 2026 já começou com mudanças, 2027 tende a ser ainda mais movimentado: nas eleições de outubro, dois terços das cadeiras do Senado estarão em disputa, o que pode redefinir o equilíbrio de forças na Casa a partir do próximo ano.
*Com informações da Agência Senado