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União Europeia veta compra de carne brasileira a partir de setembro
Proibição à exportação de produtos de origem animal brasileiros começa a valer em setembro
Por Portal Nova Santa Rosa | Postado em: 13/05/2026 - 08:32

A União Europeia (UE) anunciou, nesta terça-feira (12), a retirada do Brasil de uma lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco econômico. De acordo com a Comissão Europeia, o país não cumpre todas as novas regulações sanitárias, que entraram em vigor no continente.

Entretanto, a medida começará a valer apenas no próximo dia 3 de setembro de 2026. Até lá, o governo brasileiro poderá buscar se adequar às exigências sanitárias europeias. Caso isso não aconteça, produtos brasileiros como carne bovina, frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão ser barrados de entrar no mercado europeu.

De acordo com a UE, o Brasil saiu da lista de países autorizados após o bloco revisar as regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal. A Comissão Europeia tem intensificado, nos últimos anos, uma campanha de resistência antimicrobiana, considerada pelo bloco como “a maior ameaça à saúde pública do século”.

 

O que são antimicrobianos?

Amplamente utilizados na pecuária, antimicrobianos são medicamentos usados para combater microorganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Eles podem ser usados tanto no tratamento de doenças quanto no estimulo do crescimento dos animais.

Governo Lula se diz “surpreso” com veto à carne brasileira

Em nota conjunta, os ministério da Agricultura e Pecuária, de Indústria e Comércio e de Relações Exteriores afirmaram ter recebido o veto europeu com “surpresa”.

A União Europeia (UE) anunciou, nesta terça-feira (12), a retirada do Brasil de uma lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco econômico. De acordo com a Comissão Europeia, o país não cumpre todas as novas regulações sanitárias, que entraram em vigor no continente.

Veto a importação de produtos de origem animal de origem brasileira começará a valer no dia 3 de setembro de 2026, afirma União Europeia. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Entretanto, a medida começará a valer apenas no próximo dia 3 de setembro de 2026. Até lá, o governo brasileiro poderá buscar se adequar às exigências sanitárias europeias. Caso isso não aconteça, produtos brasileiros como carne bovina, frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão ser barrados de entrar no mercado europeu.

De acordo com a UE, o Brasil saiu da lista de países autorizados após o bloco revisar as regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal. A Comissão Europeia tem intensificado, nos últimos anos, uma campanha de resistência antimicrobiana, considerada pelo bloco como “a maior ameaça à saúde pública do século”.

 

O que são antimicrobianos?

Amplamente utilizados na pecuária, antimicrobianos são medicamentos usados para combater microorganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Eles podem ser usados tanto no tratamento de doenças quanto no estimulo do crescimento dos animais.

Carnes em açougue
Governo terá menos de quatro meses para se adequar às novas regulações da União Europeia. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Governo Lula se diz “surpreso” com veto à carne brasileira

Em nota conjunta, os ministério da Agricultura e Pecuária, de Indústria e Comércio e de Relações Exteriores afirmaram ter recebido o veto europeu com “surpresa”.

“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, diz o comunicado.

Acordo UE/Mercosul pode ter incentivado veto aos produtos brasileiros

Em vigor desde 2022 para produtores europeus, as novas normas sanitárias foram anunciadas semanas após o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, apesar de intensa resistência de agricultores europeus, sobretudo de produtores franceses.

Apesar disso, as regras contra antimicrobianos não fazem parte do novo acordo entre os dois continentes.

Indústrias reagem à proibição

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirma que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade e que continua habilitado a exportar carne bovina nacional ao mercado europeu até setembro.

 
Por sua vez, a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel criticou a decisão da UE, afirmando que não há justificativa técnica para as restrições ao produto brasileiro. A instituição reforçou que o Brasil é um dos maiores produtores de mel orgânico do mundo.
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