A União Europeia (UE) anunciou, nesta terça-feira (12), a retirada do Brasil de uma lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco econômico. De acordo com a Comissão Europeia, o país não cumpre todas as novas regulações sanitárias, que entraram em vigor no continente.
Entretanto, a medida começará a valer apenas no próximo dia 3 de setembro de 2026. Até lá, o governo brasileiro poderá buscar se adequar às exigências sanitárias europeias. Caso isso não aconteça, produtos brasileiros como carne bovina, frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão ser barrados de entrar no mercado europeu.
De acordo com a UE, o Brasil saiu da lista de países autorizados após o bloco revisar as regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal. A Comissão Europeia tem intensificado, nos últimos anos, uma campanha de resistência antimicrobiana, considerada pelo bloco como “a maior ameaça à saúde pública do século”.
Amplamente utilizados na pecuária, antimicrobianos são medicamentos usados para combater microorganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Eles podem ser usados tanto no tratamento de doenças quanto no estimulo do crescimento dos animais.
Em nota conjunta, os ministério da Agricultura e Pecuária, de Indústria e Comércio e de Relações Exteriores afirmaram ter recebido o veto europeu com “surpresa”.
A União Europeia (UE) anunciou, nesta terça-feira (12), a retirada do Brasil de uma lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal ao bloco econômico. De acordo com a Comissão Europeia, o país não cumpre todas as novas regulações sanitárias, que entraram em vigor no continente.
Entretanto, a medida começará a valer apenas no próximo dia 3 de setembro de 2026. Até lá, o governo brasileiro poderá buscar se adequar às exigências sanitárias europeias. Caso isso não aconteça, produtos brasileiros como carne bovina, frango, ovos, mel, peixes e animais vivos destinados à alimentação poderão ser barrados de entrar no mercado europeu.
De acordo com a UE, o Brasil saiu da lista de países autorizados após o bloco revisar as regras ligadas ao uso de antimicrobianos na criação animal. A Comissão Europeia tem intensificado, nos últimos anos, uma campanha de resistência antimicrobiana, considerada pelo bloco como “a maior ameaça à saúde pública do século”.
Amplamente utilizados na pecuária, antimicrobianos são medicamentos usados para combater microorganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas. Eles podem ser usados tanto no tratamento de doenças quanto no estimulo do crescimento dos animais.
Em nota conjunta, os ministério da Agricultura e Pecuária, de Indústria e Comércio e de Relações Exteriores afirmaram ter recebido o veto europeu com “surpresa”.
“O Governo do Brasil tomará prontamente todas as medidas necessárias para reverter essa decisão, voltar à lista de países autorizados, e garantir o fluxo de vendas desses produtos para o mercado europeu, para o qual exporta há 40 anos”, diz o comunicado.
Em vigor desde 2022 para produtores europeus, as novas normas sanitárias foram anunciadas semanas após o acordo de livre-comércio entre o Mercosul e a União Europeia, apesar de intensa resistência de agricultores europeus, sobretudo de produtores franceses.
Apesar disso, as regras contra antimicrobianos não fazem parte do novo acordo entre os dois continentes.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) afirma que o setor tem sistemas robustos de controle sanitário e rastreabilidade e que continua habilitado a exportar carne bovina nacional ao mercado europeu até setembro.