Em 2025, doenças cardiovasculares mataram 18.300 paranaenses. Esta é a principal causa de óbitos no Estado e fica bem à frente de outras causas e doenças. Comparado aos crimes violentos, são dez vezes mais. No mesmo ano, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) registrou 1.844 mortes por crimes violentos (homicídios ou mortes violentas intencionais).
Nesta terça-feira (29) foi comemorado o Dia Mundial do Coração. A data foi criada exatamente para apontar a gravidade que as doenças cardiovasculares representam.
No ano passado, o Paraná registrou cerca de 7.600 mortes por infarto, 6.600 por Acidente Vascular Cerebral (o chamado AVC) e outras 4.100 por insuficiência cardíaca.
As doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 30% de todos os óbitos registrados no país e matam mais de 400 mil pessoas todos os anos.
Causas
O sedentarismo é o fator modificável que mais contribuiu para mortes cardiovasculares na capital paranaense ao longo de uma década, segundo pesquisa que avaliou pacientes curitibanos entre 2010 e 2020.
O levantamento avaliou como fatores de risco modificáveis (como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e sedentarismo) impactaram as taxas de mortalidade por doenças cardíacas.
O resultado mostrou que mais da metade das mortes cardiovasculares poderiam estar relacionadas a fatores de risco modificáveis.
Quem passou pela Praça Osório, no Centro de Curitiba, ontem, teve a oportunidade de ter contato com médicos residentes da Sociedade Paranaense de Cardiologia (SPC) Eles fizeram orientações à população sobre como realizar manobras de primeiros-socorros de reanimação cardiopulmonar (RCP).
Equipes multidisciplinares da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) também estiveram no local, apresentando serviços de promoção e prevenção à saúde do coração oferecidos pelo SUS Curitibano, como orientações nutricionais, combate à obesidade e ao estresse, programa de controle de diabetes e hipertensão, grupos de apoio para deixar de fumar e atividades físicas.
A ação fez parte do Dia Mundial do Coração. “Mais que marcar o Dia Mundial do Coração, esta ação é uma oportunidade de aproximar a população das informações e dos serviços que ajudam a prevenir as doenças cardiovasculares. Queremos incentivar cada vez mais pessoas a olhar para a própria saúde e buscar o cuidado antes que os problemas apareçam”, afirma Tatiane Filipak.
Ontem, o cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia alcançou a marca 300 mil mortes por doenças cardiovasculares no País neste ano. A marca veio no meio da tarde. A estimativa da SBC é que o ano termine com mais de 400 mil mortes causadas por doenças relacionadas ao coração.
As doenças cardiovasculares, afecções do coração e da circulação, representam a principal causa de mortes no Brasil. São mais de 1100 mortes por dia, cerca de 46 por hora, 1 morte a cada 90 segundos.
Dez dicas para cuidar do coração