A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu nesta terça-feira (3) as investigações sobre a morte do Cão Orelha e aos maus-tratos ao cachorro caramelo e pediu a internação do adolescente envolvido no caso. “Quatro adolescentes foram representados pelo caso Caramelo e um adolescente teve o pedido de internação no caso Orelha“, diz nota da polícia. “Além disso, no caso Orelha, foram indiciados três adultos por coação a testemunha”, acrescenta.
Na nota, a Polícia Civil indica que foram necessárias mais de mil horas de análise das filmagens da região, nos 14 equipamentos que captaram as imagens. “Foram 24 testemunhas ouvidas, 8 adolescentes suspeitos investigados, além de provas como a roupa utilizada pelo autor do crime, que foi registrada em filmagens”, explicam.
Segundo as informações coletadas, o cão Orelha foi atacado na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30 da manhã na Praia Brava, no Norte da Ilha. “O desenrolar dos fatos começou às 5h25 da manhã, quando o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o condomínio com uma amiga feminina”, pontuaram.
Este foi um dos pontos de contradição na fala do adolescente, já que ele mentiu em seu depoimento dizendo que ficou no condomínio, dentro da piscina. Porém, como a polícia tem acesso às imagens, viu ele saindo do local. Além das imagens, testemunhas e outras provas comprovaram a saída do adolescente do local.