A possibilidade de uma paralisação nacional da classe de caminhoneiros existe e pode acontecer até o fim desta semana. É o que afirma a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).
O presidente da Abrava, Wallace Landim, também conhecido como Chorão, informou ao Broadcast que a categoria está “conversando com as outras lideranças dos outros estados” para alinhar uma possível greve, caso o governo federal e os caminhoneiros não cheguem a um acordo sobre temas sensíveis aos condutores.
Entre as medidas defendidas pela Abrava estão a recomposição do frete, a implementação do travamento eletrônico da planilha de custo mínimo operacional, a isenção de pedágio para caminhões vazios e o cumprimento da Lei 13.703 de 2018, que prevê o frete mínimo — cuja fiscalização, de acordo com a categoria, não tem sido cumprida, comprometendo ainda mais a renda dos caminhoneiros.
O descontentamento dos caminhoneiros ganhou novos contornos após a Petrobras anunciar o aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, dias após ter disponibilizado um pacote de alívio ao setor, que zerou PIS/Cofins sobre o diesel e criou um cenário em que o preço do combustível poderia reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro. De acordo com a Abrava, a medida de alívio do governo federal foi simplesmente anulada com o novo aumento do diesel.
Os preços dos combustíveis estão pressionados pela escassez do petróleo no mercado internacional, causado pela guerra no Oriente Médio — responsável pela produção de 25% do petróleo consumido em todo o mundo. E, com preços mais altos, o custo operacional do transporte também sobe, especialmente em um momento de escoamento das safras do agronegócio.
A possibilidade de uma paralisação nacional da classe de caminhoneiros existe e pode acontecer até o fim desta semana. É o que afirma a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).
O presidente da Abrava, Wallace Landim, também conhecido como Chorão, informou ao Broadcast que a categoria está “conversando com as outras lideranças dos outros estados” para alinhar uma possível greve, caso o governo federal e os caminhoneiros não cheguem a um acordo sobre temas sensíveis aos condutores.
Entre as medidas defendidas pela Abrava estão a recomposição do frete, a implementação do travamento eletrônico da planilha de custo mínimo operacional, a isenção de pedágio para caminhões vazios e o cumprimento da Lei 13.703 de 2018, que prevê o frete mínimo — cuja fiscalização, de acordo com a categoria, não tem sido cumprida, comprometendo ainda mais a renda dos caminhoneiros.
O descontentamento dos caminhoneiros ganhou novos contornos após a Petrobras anunciar o aumento de R$ 0,38 por litro no diesel A, dias após ter disponibilizado um pacote de alívio ao setor, que zerou PIS/Cofins sobre o diesel e criou um cenário em que o preço do combustível poderia reduzir em cerca de R$ 0,64 por litro. De acordo com a Abrava, a medida de alívio do governo federal foi simplesmente anulada com o novo aumento do diesel.
Os preços dos combustíveis estão pressionados pela escassez do petróleo no mercado internacional, causado pela guerra no Oriente Médio — responsável pela produção de 25% do petróleo consumido em todo o mundo. E, com preços mais altos, o custo operacional do transporte também sobe, especialmente em um momento de escoamento das safras do agronegócio.
“O transportador autônomo está pagando para trabalhar, na realidade”, afirmou Chorão ao site Broadcast.
A crise também foi agravada pela recusa dos governadores estaduais em reduzir o ICMS sobre o preço do diesel. De acordo com eles, os estados já acumulam prejuízos bilionários e, em caso de novo corte de impostos, as finanças estaduais estariam comprometidas. Nem um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demoveu os governadores da decisão.
Segundo a Abrava, o diálogo com o governo federal continua aberto — mas a categoria cobra medidas concretas para socorrer os caminhoneiros.
Caso não haja um acordo, a estratégia do segmento em caso de greve será evitar o bloqueio de rodovias e priorizar paralisações voluntárias. “A ideia é conscientizar o transportador rodoviário para que fique em casa, não carregue”, completa o presidente da Abrava.