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Atos de 1º de Maio viram prévia entre Lula e Bolsonaro
Por Bem Parana | Postado em: 02/05/2022 - 08:28

O domingo de 1º de maio foi marcado por manifestações pró e contra o governo Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Curitiba e várias cidades do Estado e do País, em uma prévia da disputa eleitoral deste ano. De um lado, centrais sindicais reuniram-se para a tradicional comemoração do Dia do Trabalho com críticas à gestão Bolsonaro, à inflação e ao desemprego, e palavras de ordem em apoio à pré-candidatura de Lula à presidência. Do outro, aliados do atual presidente defendendo a administração federal, e criticando o Supremo Tribunal Federal (STF).

Em Curitiba, o ato dos aliados de Bolsonaro ocorreram na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, em frente ao Palácio Iguaçu. A convocação foi feita pelos movimentos República de Curitiba, Direita Paraná e o evento teve a participação do líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, o deputado federal Ricardo Barros (PP), e o vereador de Curitiba Eder Borges (PP), entre outros políticos. Também houve manifestações semelhantes em Londrina, Foz do Iguaçu e Cascavel. Em comum, a defesa do governo Bolsonaro e as críticas ao STF e à condenação do deputado federal Daniel Silveira (PSL/RJ), indultado pelo presidente.

 
 

As centrais sindicais promoveram ato que teve a participação da presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann. Em discurso, ela criticou a reforma trabalhista, e defendeu “vacina para todos” e renda emergencial de R$ 600.

Sem discurso

Em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve na manifestação na Esplanada dos Ministérios, mas não discursou. Em São Paulo, Bolsonaro entrou ao vivo através de vídeo na manifestação na Avenida Paulista. O presidente fez rápido discurso no qual enalteceu seus apoiadores e disse dever “lealdade a todos vocês” e que irá “onde vocês estiverem”. Ele falou ainda em “liberdade” e repetiu ser o chefe de um governo que “acredita de Deus” e que “respeita os militares, defende a família e deve lealdade a seu povo”.

Lula participou de ato das centrais sindicais em São Paulo. Ele criticou Bolsonaro dizendo que “quem sabe”, milicianos ligados ao chefe do Executivo mataram a ex-vereadora carioca Marielle Franco. “Esse atual dirigente, que eu chamo de fascista e genocida, nunca se reuniu com dirigentes sindicais, governadores, prefeitos, movimentos sociais. Esse cidadão só governa para, quem sabe, os milicianos dele e alguns, quem sabe, com responsabilidade pela morte de Marielle [Franco, ex-vereadora carioca assasinada]”.

Na fala, Lula também defendeu a garantia de direitos aos trabalhadores de aplicativo. O petista disse que eles são escravizados pelas empresas.

“A gente vai ter que sentar numa mesa e regulamentar a vida das pessoas que trabalham com aplicativo. A gente vai ter que dizer que esses companheiros que trabalham com aplicativo não podem ser tratados como se fossem escravos”.

 
 
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